FIM DO ANO LETIVO - CONSELHO DE CLASSE FINAL
Com a chegada do fim do ano letivo, devemos nos preparar para o conselho final, e traçar metas para 2015.
Assista ao vídeo e leia o texto proposto.
depois reflita sobre as indagações realizadas no texto sobre a nossa responsabilidade frente aos resultados dos alunos.
Os conselhos e a temporada de final de ano letivo. Ritos de passagem?
Antonio Gil Neto
“Ouça um bom conselho/
Que eu lhe dou de graça/ Inútil dormir que a dor não passa.” (in Bom Conselho, Chico Buarque)
Seguro a xícara de café ainda fumegando. Boto um pouco de leite frio para acalmar a quentura e automaticamente ligo a tv, mas olho a tela da janela. Tenho preciosos minutos de existir nessa manhã comum e singular. Viro para a outra tela. Acabo por beber uma notícia do jornal: em duas escolas da capital, alunos mais que alvoroçados comemoram o encerramento do ano letivo. Fabricam barbaramente uma chuva de pápeis rasgados feito confete e serpentina improvisados através de uma rápida destruição de livros, cadernos, apostilas e textos utilizados ao longo do ano. Vi a frente das escolas inundadas por esses materiais esfacelados em burburinhos de vitória. O que me fez desligar a tv, mas me ligar e compreender melhor a minha decepção.
Em meio a tanto sentimento ruim fiquei pensando se o que acontece pode nos revelar algo mais desses rituais que marcam os chamados finais de anos letivos.
Logo me aparecem aos olhos essa temporada marcada pelos conhecidos conselhos avaliativos... De “conselho” muitas vezes eles pouco têm, ninguém aconselha, se aconselha, indica e se agrega a nada. Quase sempre é espaço generalizado de cumprir exigências, quando não vira passarela de lamentações ou exposição de um arsenal de lavados argumentos de defesa ou acusação sempre distantes de alguns réus inconfessos. Um mar de tarefas burocráticas plenamente justificáveis a quem se aprouver. (Tomara que o conselho de sua escola não seja nada assim…) Quando não fica com ar de caça às bruxas e tudo vira um campo de julgamentos sem fim. Muitas vezes um mesmo aluno, em análise, passa de bandido a mocinho, dependendo dos olhos de quem vê. Acho que a divergência de olhares que se concretizam num conselho que se preze devem ter seu prumo numa espécie de colheita efetivada no ano. Afinal, o que produzimos?
Precisamos pensar que um conselho de classe não é e nem determina um fim. Mas sim, é desfecho. Encerra-se um ano letivo para reabri-lo em nova temporada: o próximo ano letivo que já está batendo a nossa porta. Os protagonistas - alunos, educadores e pais – os que atuaram no ano que passou muito provavelmente serão os mesmos do ano subsequente. Desempenharão outros e novos papéis, dependendo da trama que será oportunamente oferecida. Como um círculo vicioso onde tudo de repete ou um ciclo de ciclos que poderão se renovar nos ritmos vivenciados.
Que perspectivas temos em meio à exaustiva enxurrada de conselhos de classe? Boa pergunta! Passam pelos nossos crivos muitas vezes tão indefinidos uma legião de alunos e classes mirados sob as mais diversas óticas. Que horizontes vislumbramos depois dessas juntas pedagógicas? Dá vontade de sumir, ir para casa descansar, fazer outra chuva de papéis com as lições que levamos adiante? Ou saímos com nova orientação, perspectivas para recomeçar?
Nesses conselhos de final de ano o que precisa estar em pauta, muito mais do que verificar o rendimento obtido pelos alunos é a boa oportunidade para vir ao centro as nossas vozes e olhares, os que estarão presentes e voltarão a realizar o próximo trabalho educacional: aos moldes do que rolou durante o ano ou com alguns acertos e novos ajustes. Já imaginou se pudéssemos assistir a um documentário feito anonimamente sobre o que rola a portas fechadas ou abertas, em todas as áreas, salas e espaços da nossa escola? Que fulgurantes surpresas poderíamos ter ao nos revelarmos numa dúvida em continuar ou redirecionar alguma atividade pensada para fazer sucesso, mas que encontra o seu maior burro nágua, por exemplo. Já pensou? Podemos nos tornar simultaneamente diretores, protagonistas e espectadores críticos desse nosso fazer. Nesse espaço de rever o filme, o conselho, entraremos com cara, coragem e medos desvelados para engendrar jeitos que possam renovar o processo coletivo de ensinar, não é?
Fiquei pensando, agora que a xícara já está fria e espera outro café, que muitos guardam num lugar especial da memória a marca indelével da presença e do encontro com um professor. Seremos linha dágua na vida de nossos alunos? Investimos nesse potencial que temos em ser referência? Quantos pais irão à escola nesse fim de ano agradecer pelo trabalho realizado, ou seja por seu filho ter usufruído do direito de aprender? Fico vilsumbrando que a escola talvez precise investir nesse lugar de reconhecimento e gratidão. Por ele, um mapa de aprendizagens…
É bem comum nessas temporadas haver um clima de stresse generalizado, quando os educadores parecem sofrer crises existenciais como se faltasse brevíssimo tempo para terminar algo difícil e pezaroso. Penso que estas crises viram ritual sem importância. Por outro lado, em tempo de crises podemos reestruturar as nossas ações, desejos e intenções. Mas, não embarquemos em paixões tristes. É hora de avaliar pra valer os verdadeiros contornos sobre o que poderá nos colocar em outras trilhas. Mais esperançosas e possíveis.
Talvez nessa banalização de fim ou de dever cumprido fosse hora de se iluminar entre os educadores que se comprometem com o próximo fazer a ideia de balanço que nos potencializa para recomeçar bem e melhor. Não sei como algumas pessoas aguentam repetir tudo de novo, sem repensar sobre ele e transformá-lo como café fresco. Como se o ano letivo fosse uma longa lista de palavras iguais para se copiar. Ou um eterno requentar…
Acho que foi-se o tempo em que a reprovação era algo temido como fantasmas emergindo do porão mais subterrâneo. Hoje em dia, mais do que reprovar talvez seja mais útil pensarmos em aprovar estratégias e como torná-las viáveis para que os alunos aprendam, se interessem por temas e assuntos, avancem, se apropriem de conteúdos que lhes serão significativos, leiam literatura de verdade, se expressem interativmente, vislumbrem futuros. Fico na dúvida se todos os alunos com boas notas também sentem mesmo o sentimento de dever cumprido, algo almejado e atingido. E de quebra uma pitada de ansiedade pelas férias. Só sinto agora é que o trabalho coletivo nas unidades escolares poderiam estar mais a serviço de saber ou procurar chegar mais perto da dificuldade dos alunos, descobrir o que elas escondem para poder vislumbrar ações que possam ajudá-los a sair dessa. Dizer que está mal é fácil. É preciso investigar mais e se lançar de estratégias e atividades diversificadas e planejadas que se alimentem dessas problemáticas e se transformem paulatinamente em soluções. Não seriam as dificuldades um campo de pesquisas em nosso próprio fazer?
Já fiz parte de muitos conselhos nos quais todos os alunos tidos como indisciplinados pelas mais diversas causas eram logo pendurados no paredão dos reprovados. Ou melhor, dos que não têm jeito. Não estariam aqui mesclados os tantos tipos de inteligentes? Raras foram as vezes em que os educadores pensaram séria e incomodadamente em analisar um pouco mais a fundo essa situação de emparedamento pedagógico. Eles não sabem nada? Não saberão? Sem chance nenhuma? Não temos nada a ver com isso? Poucos se enveredaram em fazer algo especialmente arquitetado para ser posto a prova exclusivamente para eles, os emparedados.
Um conselho é o lugar onde se faz jogo limpo. Ou seja, diante de nossos resultados verificamos se saberemos e como poderemos mudar o jogo para ele ficar melhor. Não é um jogo de caça às bruxas, de inquisição pedagógica, de eleger heróis, expor os vilões ou nomear os carentes. Nem é lugar de passes de mágica. É lugar de transparências, de equilibrio. De ponderar, analisar, levantar hipóteses educadoras, criar, estabelecer rotas de mudança. É mesmo um ritual de passagem.
Espero não estar dizendo que os conselhos não funcionam tão bem. Nem posso dizer isso do seu conselho, mas você pode me emprestar o seu olhar e sua voz imperceptível e dizer isso como sentir. Espero vislumbrar novas possibilidades para ele. Para se transformar em lugar de desfecho. O que se abre para novas histórias. Com uma leve vontade de quero mais.
Você até poderia me dizer (ao dizer agora para os seus botões leitores) como os alunos da sua escola estão sentindo a rota final desse ano letivo. Veja só o que deu ver o jornal logo de manhã!
(Fonte: https://www.escrevendoofuturo.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=295:os-conselhos-e-a-temporada-de-final-de-ano-letivo-ritos-de-passagem&catid=4:blog-do-gil&Itemid=41)
Primeiramente devemos ponderar que o Conselho de Classe deva ser um espaço não unicamente de avaliações e regras pré-fixadas, devemos buscar a avaliação não só fdo alunado, bem como de todo o trabalho da equipe escolar. O aluno é apenas uma das peças desse sistema e sua avaliação deverá levar em consideração também aos objetivos e metas da própria Unidade Escolar. Será que atingimos nossos objetivos, será que trabalhamos com afinco, será que não deixamos comprometer nosso calendário escolar com faltas excessivas, será que o trabalho de nossa equipe propiciou o crescimento de nosso produto (aluno). Enfim, é hora de avaliar e de se deixar avaliar, de confrontar resultados e traçar novos rumos. Ou seja, não façamos do Conselho Final uma Caça às bruxas. É isso.
ResponderExcluirPROF. SIDNEI
O Conselho de Classe é o principal momento que todos nós professores e equipe técnica tem para encerrar o ano letivo, é hora de reflexão, de analisar o que funcionou bem e o que precisa melhorar para o próximo período. O que é de lamentar é o estado físico e emocional do professor nessa época, pois o desgaste é enorme e de conhecimento de todos. É nisso que nós temos que ter cuidado, evitar se levar por recordações que prejudiquem o bom senso do educador e olhar só para o desempenho em sala de aula e fora dela de cada educando, nas suas reais condições de dar continuidade aos seus estudos. Walter
ExcluirSim, está aberta a temporada de caça às bruxas como prevê o texto acima. É nesse momento em que temos de estar conscientes de que o propósito final não é o de "salvar" ou "sucumbir" nossos alunos. Temos que ponderar sobre tudo o que foi proporcionado ou não em suas trajetórias, além de avaliá-los correta e coerentemente sobre suas participações ou contribuições para seu próprio benefício educacional. Concordo ser o memento muito estressante, mas temos que ser profissionais sensatos para que nenhum deles sejam "sacrificados" ou "enaltecidos" sem mérito. Também concordo que esse é o momento ideal para refletirmos sobre nosso trabalho pedagógico até aqui e, assim, acordarmos nossos erros e progressos alcançados para planejarmos já as ações futuras do ano de 2015. Independente de sermos "bruxos" ou não, devemos buscar uma auto-avaliação para também evoluirmos profissional e humanamente, já que sob nossa responsabilidade está a formação de cidadãos, também humanos. Portanto, temos de agir com serenidade e seriedade, visando o bom futuro de cada um ,analisando e respeitando-os de acordo com seus desempenhos. Além disso, também precisamos ser respeitados em nossas decisões acordadas,visando um futuro trabalho pedagógico mais produtivo e benéfico a todos.
ResponderExcluirJacqueline
No meu modo de ver o Conselho de Classe da escola deve acontecer através de um trabalho de colaboração entre as pessoas que fazem parte do espaço escolar, para que este se transforme em um espaço importante de avaliação constante que deve abranger todos os segmentos da organização escolar - atuação dos professores e da equipe de direção, desempenho dos professores e alunos, envolvimento dos pais, familiares e comunidade, conteúdos e recursos.
ResponderExcluirEste trabalho participativo deve, por exemplo, definir quais devem ser os tipos de avaliações, como realizar as análises dos resultados, buscar soluções para os problemas levantados e propor metas de soluções a serem seguidas. Todos devem estar comprometidos com a qualidade da educação desenvolvida na escola, como responsáveis por resultados, fracassos e recursos de aprendizagem.
O Conselho de Classe, então, torna-se um espaço de reflexão pedagógica em que os professores, alunos e pais, colocam-se conscientemente no processo, servindo para reorientar a ação pedagógica, a partir de fatos apresentados e metas traçadas no Projeto Político Pedagógico da Escola.
Prof. Carlos Augusto Balula Moraes.
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirO Conselho de Classe é um colegiado escolar cuja missão pedagógica é concluir efetiva e extensivamente a avaliação de cada aluno ao longo do ano letivo. A menção final é a média ponderada das avaliações antecedentes e se constitui de um instrumento diagnóstico importante tanto para identificar as dificuldades de aprendizagem quanto para contextualizar e adequar as situações de aprendizagem propostas. Os conteúdos programáticos desenvolvidos devem contemplar todas as defasagens constatadas através das avaliações diagnósticas segundo os princípios da avaliação da aprendizagem em processo.
ResponderExcluirConcordo com o escritor, Antonio Gil, quando refere-se ao ‘ Conselho de Classe Final como ritual”. Vem ano ,passa ano, o Conselho continua o mesmo, os protagonistas: pais, professores, alunos seguem as exigências burocráticas da escola. Penso que seria o momento de discutir e reavaliar o currículo, a metodologia adotada, o sistema de avaliação e principalmente desmistificar o Conselho de Classe.As práticas bem sucedidas deveriam ser socializadas com o colegiado e todos os envolvidos no processo.. O Conselho a meu ver, deveria compartilhar as dificuldades e os sucessos vivos, de modo que sejam feitas as intervenções necessárias no decorrer do ano letivo, visando a melhoria no processo ensino aprendizagem.Denise.
ExcluirAlém de se identificarem as causas do não-aproveitamento do aluno, em determinadas disciplinas, também é nos Conselhos que são veiculadas informações sobre o caráter pessoal dos alunos e sobre seu desempenho anterior.É um espaço que também nos possibilita analisar o desempenho da própria escola, de forma conjunta e cooperativa pelos que integram a organização escolar. Pode também romper com as finalidades classificatórias e seletiva.
ResponderExcluirBoa noite.
ResponderExcluirEm primeiro lugar, o texto da semana foi uma ótima escolha. Além de muito bem escrito, promove uma reflexão bem interessante sobre os “ritos de passagem” vivenciados nos conselhos de classe, além de proporcionar vários questionamentos oportunos.
O autor levantou um ponto bastante importante ao se referir ao “emparedamento pedagógico”: quanto de preconceito estaria escondido em julgamentos por vezes errôneos? Quantos tipos de inteligência que não se adaptam ao ultrapassado modelo escolar preconizado por nossas escolas?
Tivemos esse ano três exemplos claros deste tipo de julgamento e que, graças ao trabalho conjunto de professores foram se modificando no decorrer do tempo. Um aluno que no ano passado apresentava todos os requisitos para se enquadrar no perfil “negativo” de estudante, surpreendeu a todos tendo ótimo desempenho e produzindo textos de qualidade. Um outro descobriu seu potencial ( tão pouco valorizado) e adquiriu segurança em seu percurso acadêmico. Um terceiro que não tem perfil algum para aprendiz exemplar, demonstrou que sabe interpretar e produzir textos críticos e bem fundamentados.
Este ano foi, sem dúvida, um ano de surpresas. E de lições que podem resgatar um antigo provérbio: As aparências, realmente enganam!
Mônica Monnerat
É bem claro que o Conselho de Classe deve acontecer com transparência e refletir os resultados de forma equilibrada para estabelecer orientações pedagógicas, com perspectivas para recomeçar as rotas de mudanças necessárias. Assim concordo que o Conselho de Classe não deve ser utilizado como um jogo de caça às bruxas, de inquisição pedagógica, de eleger heróis, expor os vilões ou nomear os carentes. Este sim é mais um processo de aprendizagem que deve ser aperfeiçoado em nosso cotidiano de forma que nos incentive a buscar a eficiência pedagógica. HELENO
ResponderExcluirO Conselho de classe é um momento em que os educadores, equipe técnica, pais e alunos realizam uma análise sobre os resultados positivos e negativos ocasionados no ano letivo. Penso também que seja um espaço favorável para refletir sobre como a escola desempenhou o seu papel e de que forma os docentes e equipe gestora poderão articular o planejamento de cada disciplina para o ano subsequente obter resultados satisfatórios.
ResponderExcluirSem dúvida, isso contribuirá para o trabalho pedagógico da unidade escolar, procurando diagnosticar a causa das defasagens analisadas durante o processo de ensino e aprendizagem do discente.
O texto apresentado, muito bem elaborado, trabalha com muita propriedade as três fases de um trabalho técnico para solução de problemas: Reconhecimento, Avaliação e Controle. Reconhecimento (descobrir as causas) e Avaliação (medir e comparar), implicitamente sugeridos pelo autor, que, em essência, são comuns a todas as escolas de educação básica, entretanto o Controle (propor medidas de controle) passa pelas características de cada uma delas – comunidade, professores e, principalmente, gestão escolar.
ResponderExcluirCreio que, antes de tentarmos aperfeiçoar as nossas condutas e procedimentos no Conselho de Classe, deveríamos tentar aperfeiçoar nossas ATPC’s – discutindo semanalmente nossa prática pedagógica, as carências, necessidades, desinteresse etc. dos alunos. As imperfeições detectadas seriam corrigidas praticamente em tempo real.
Todas ou quase todas as imperfeições que deviam ter sido postas em discussão nas ATPC’s, ficam represadas até o Conselho de Classe, quando são despejadas de uma só vez, provocando esse estresse rotineiro nos agentes pedagógicos. Esse estresse é perfeitamente evitável.
James
O Conselho de classe para mim é um momento estressante.
ResponderExcluirOnde a vontade de alguns em relação a vida dos alunos é colocado como a verdade absoluta.
Seria interessante se houvesse uma análise do trabalho realizado para tentarmos melhorar.
Concordo que essa análise deveria começar nos ATPCs.
Talvez não tenhamos ainda o Conselho de classe perfeito, mas estamos apreendendo todos os dias.
Quem sabe para o próximo ano!
Maria Alcedina
O texto escolhido traz uma reflexão muito significativa com relação as três fases de um trabalho técnico para solução de problemas, são eles: Reconhecimento, Avaliação e Controle.
ResponderExcluirPensando e refletindo sobre o texto acredito que precisamos repensar algumas práticas para traçar diferentes rumos criando as melhorias que sempre são necessárias. Precisamos não só querer avaliar o aluno (eles são parte de um todo e não o todo em si) também precisamos avaliar os objetivos e práticas pedagógicas para que aconteçam mudanças reais e significativas.
Penso que o momento do conselho de classe seja a oportunidade de crescimento e auto-avaliação de todos os envolvidos. Quando no vídeo se faz um paralelo do ano letivo com um jogo e neste o fim dos professores é esperado a "aprovação" de todos os alunos, confesso que isto me pareceu ideal demais, frente a uma realidade tão diversa quanto ao ano escolar. No texto o destaque para sermos transparentes e equilibrados, quanto aos resultados que todos esperam, deve ser respeitado levando em conta as propostas inciais e se as metas foram alcançadas, rever rotas e traçar novas estratégias para 2015.O novo exige compromisso e coerência. Que venha o final de ano época de renovação de energias e de novos desafios.
ResponderExcluirO Conselho de Classe realizado no final do ano letivo, tem como finalidade diagnosticar problemas e apontar soluções tanto em relação aos alunos e turmas, quanto aos docentes. Na prática acaba por avaliar alguns alunos e/ou turmas e a própria prática pedagógica da escola.
ResponderExcluirQuando necessário o conselho de classe decide se um aluno será retido ou não.
Em uma escola onde a gestão democrática é realidade, o conselho de classe desempenha o papel de avaliação dos alunos e de auto-avaliação de suas práticas, com o objetivo de diagnosticar a razão das dificuldades dos alunos, e apontar as mudanças necessárias nos encaminhamentos pedagógicos para superar tais dificuldades.
Priscila Santos
O conselho de classe é um momento interessante para verificarmos onde falhamos na nossa pratica docente e o que poderia ter sido feito e não foi. Enfim, analisar de forma positiva e negativa para se corrigir no próximo ano. Edlaine
ResponderExcluirAcredito que o resultado final do rendimento do aluno é o reflexo de todos que, de alguma forma, direta ou indiretamente, participaram da sua formação. Não é só o trabalho do professor que é avaliado, por mais que o sistema tente culpar apenas esse por resultados insatisfatórios... É um todo, uma engrenagem onde cada um participa para que ela se movimente: professores sim, mas também o próprio aluno, pais, coordenação, direção, secretarias, governo...
ResponderExcluirEsse momento de conselho de classe final às vezes é frustrante, pois já vem engessado por leis que enquadram o aluno em categorias, que não nos permitem realmente avaliá-los e dar uma resposta final ao seu real aprendizado e esforço.