Ignorar o que os alunos não sabem
Vamos imaginar a cena: antes do começo das aulas, o professor elabora o planejamento baseado nas expectativas de aprendizagem da classe. Iniciado o ano letivo, ele começa a seguir exatamente o que pensou, mas se depara com alguns alunos que ainda não têm base para aprender o que quer ensinar. Como proceder? Não se pode deixar de lado esses estudantes e dar continuidade ao plano sem alterações. Tão importante quanto considerar os saberes já adquiridos é levar em conta o que a turma ainda não sabe. A cada conteúdo a ser ensinado, é preciso fazer um diagnóstico para intervir adequadamente - ajustando as atividades e as ajudas às necessidades da moçada. Pergunte-se o que falta para que determinado tema seja compreendido. Em Matemática, por exemplo, para falar em "perímetro de um polígono", é fundamental que a classe saiba o que são polígonos, segmentos de reta e unidades de medida. Caso alguns ainda não possuam os conceitos estruturantes, é importante ensiná-los antes de continuar. O desafio reside em propor trabalhos que levem a turma a tomar consciência e aprender o que até então desconhecia.
Qual(is) aspectos do vídeo lhe chamou mais a atenção? Transpondo essa cena para dentro de sua sala de aula, quais seriam seus próximos passos em seu planejamento de aula?
Bom trabalho!
Em primeiro lugar, o vídeo nos mostra uma "inclusão"que, em princípio, não parece ser bem aceito pela classe, sentindo-se então "excluído". Em segundo lugar, quando a professora observa sua única anotação na avaliação diagnóstica, um menino num barco à deriva, percebe-se que o mesmo não traz pré-requisitos para dar continuidade ao trabalho pedagógico, gerando assim insegurança, medo, frustração e incapacidade de reação e prostração, deixando o braco o levar ao seu "destino". A Avaliação diagnóstica é importante, porém mais importante ainda, é a aproximação do professor à realidade do aluno, portanto, avaliar o comportamento individual dos alunos e seus anseios nos possibilitam uma maior compreensão da realidade pedagógica e do caminho que devemos seguir para recuperar essa defasagem. Não só de questões conteúdistas podemos avaliá-los, mas com indagações dissertativas, argumentativas e pessoais, levando-se em conta sua produção, motivamento, apatia, socialização e compromisso consigo mesmo. Não é fácil detectar isso em um primeiro momento, mas no dia-a-dia,num trabalho de formiguinha, conseguimos perceber o que faltou e o que pode ser aproveitado no processo, porque antes de ensinar conteúdo, ensinamos e aprendemos humananização! Jacqueline
ResponderExcluirA reação das crianças à chegada do novo aluno foi bem acentuada no filme, mesmo ocorrendo de forma velada. O estranhamento demonstrado denota a dificuldade de se adaptar ao diferente, ao não convencional.
ExcluirAo verificar a atividade do aluno, a professora constata que ele havia apenas feito uma ilustração que, a julgar pela sua expressão, pouco ou nada tinha a ver com o esperado como resposta.
Em língua portuguesa um exemplo recorrente desta dificuldade pode ser verificado ao solicitar uma produção de texto a um novo aluno. Alguns apresentam produções sem coesão , sem coerência, demonstrando pouca compreensão da proposta, tanto com relação ao tema quanto com a estrutura a ser trabalhada.
Ao observar essas deficiências, recorro ao sistema de monitoria, em que alunos com bom domínio da competência escritora, sentam-se ao lado de quem apresenta dificuldades e assim realizam o processo de reescrita do texto. Percebo bons resultados nessa prática, principalmente com alunos do Ensino Fundamental.
Mônica Monnerat
No meu ponto de vista,as escolas precisariam discutir o planejamento e o replanejamento. Conhecer melhor sua clientela escolar e partir daí escolher práticas inovadoras contando com a cooperação da comunidade , porém o que observa é um currículo fixo , fora da realidade . Sabemos que, ‘uma andorinha sozinha não faz verão,’ portando, se todos ( pais, escola , comunidade, professor) cada setor contribuir com sua parcela para aprendizagem do aluno, veremos que as dificuldades dos saberes e os conhecimentos não adquiridos pelos alunos ficarão fáceis de ser investigados. Segundo Vygotski, é importante a interação do educador- educando, aluno- aluno para o processo de do conhecimento. O conhecimento que o aluno traz consigo precisa ser respeitado, assim como o conhecimento não adquirido.O grande problema da educação é que o discurso é sempre o mesmo: fala de mudanças com práticas inovadoras e continuamos com uma escola tradicional, uma burocracia estafante, falta de sensibilidade e compromisso das autoridades competentes com a educação . Desculpem o desabafo! Voltando a falar da atividade,confesso que não aprecio o termo ignorado, prefiro falar de conhecimentos não adquiridos . Acredito que se houver uma boa interação, diálogo, o professor consegue identificar a dificuldade do aluno no cotidiano da sala de aula, através da sua prática, não de forma tradicional como vem sendo realizada nas escolas , mas oportunizando aprendizagem que garanta construir novos conhecimentos, claro com a mediação do professor. O vídeo mostra claramente a dificuldade de aceitação pelo diferente e a diversidade de conhecimentos.Cabe a nós educadores trabalhar essa diversidade e oportunizar atividades , onde o próprio aluno possa caminhar com autonomia . Denise.
ExcluirMesmo tentando mascarar, o nosso problema se depara ainda com uma escola tradicional, mesmo que a busca seja por idéias inovadoras, nota-se no video que a reação das crianças à chegada do novo aluno se torna evidente e mostra que nossos alunos ainda não estão preparados para o que se chama de diferente.precisa-se respeitar o tempo de cada um, e estar atento as dificuldades de entendimento, onde cada aluno tem suas próprias bagagens, seus próprios meios que facilitam seu entendimento, e outros tem resposta mais lenta e mais dificuldade para assimilar conteúdos e formas de expressão,
ResponderExcluirTenho o hábito de fazer sondagens antes e durante algumas atividades, pois sei que os alunos tem defasagens.
ResponderExcluirO que me chamou atenção no filme, foi que o aluno novo chegou e a Professora nem conversou direito com ele, com uma simples conversa já daria para ter algumas informações. Em seguida ela entregou a avaliação e sentou no suposto lugar dela e em nenhum momento perguntou a ele se precisava de uma "ajuda" ou orientação.
Continuarei a ouvir sempre meus alunos, a sondar, perguntar, conversar e ser sempre solicita a eles. Nesse semestre chegaram vários alunos novos na nossa escola e a primeira coisa que fiz foi me apresentar a eles e perguntar de onde vieram, se tinham aula de arte, se usavam caderno e apostila.
Prof. Marcos Duarte
ResponderExcluirPercebemos um caso típico de inclusão igual a vários que temos na nossa escola, a partir do momento que detectamos o problema, temos que retornar nos conteúdos das séries anteriores para podermos formar uma bagagem onde o aluno construa o seu conhecimento e pré-requisitos necessários para que possa avançar, principalmente em Matemática nos 6os Anos, temos o problema dos alunos virem de unidades escolares de várias redes e cidades diferentes. Por se tratarem de, em mitos casos alunos analfabetos funcionais, causando-lhes dificuldade de entendimento e pelo seu desconhecimento da tabuada e as quatro operações básicas, se desesperarem por não conseguirem entender o crescente grau de dificuldade que lhes é apresentado. Tenho retornado no conteúdo das séries anteriores e de uma forma concentrada e formada por etapas de ganho do conhecimento, com isso tenho conseguido que os alunos façam sua base de conhecimentos para que possam avançar e até tomar gosto pelo estudo. Notamos que naquelas classes onde os alunos seguem juntos desde a primeira série, um maior aprendizado e cooperação entre os alunos. Prof, Marcos Duarte
A mensagem que nós podemos tirar do vídeo, é sobre a importância da avaliação diagnóstica não só no início do ano letivo, mas também no início de cada bimestre levando em consideração não só o grau de dificuldade, mas também cultural, de idade, etc. Em Geografia alguns alunos se destacam pelo fato de acompanhar notícias na TV, pena que são poucos, mas em aplicativos (jogos) de celulares, alguns em usado com frequência e isso tem ajudado bastante. Prof. Walter
ExcluirAs expectativas de aprendizagem da classe excepcionalmente são correspondidas uma vez que geralmente os alunos não tem base ou fundamento cognitivo para aprender. Como proceder com tal preocupante déficit de aprendizagem? Não se marginalizar intelectualmente os estudantes que não conseguem acompanhar o desenvolvimento do conteúdo programático. Para se dar continuidade ao plano de ensino sem alterações é preciso considerar os saberes já adquiridos e levar em conta o que a turma ainda não sabe. A cada conteúdo a ser ensinado, é preciso fazer um diagnóstico para intervir adequadamente - ajustando as atividades às necessidades de aprendizagem ainda não atendidas. Devemos nos perguntar o que falta para que determinado tema seja plenamente compreendido. Em Inglês, por exemplo, não se pode abordar o assunto "frasal verbs" sem que a classe saiba fazer a conjugação dos verbos regulares e irregulares no passado simples. Caso alguns ainda não possuam os conceitos estruturantes, é importante ensiná-los antes de continuar. O desafio reside em propor trabalhos que levem a turma a tomar consciência e aprender o que até então desconhecia.
ResponderExcluirO vídeo mostra de forma relevante a reação dos alunos da classe à chegada do novo integrante, destacando, mesmo que tenha sido de forma discreta, um estranhamento à figura desse novo integrante, que para eles não parece ser muito convencional.
ResponderExcluirA professora por sua vez, também, mostrou-se indiferente não dando uma maior atenção ao novo aluno, iniciando um diálogo para deixá-lo mais a vontade dentro daquele que, para o aluno, era um novo ambiente e ainda mais se tratando de adolescentes.
Ao verificar a atividade do aluno, a professora percebe que o mesmo havia feito apenas um desenho que, pouco ou nada tinha a ver com o resultado esperado. A professora terá que ter, portanto, no meu modo de ver esse caso, de alguma forma, que se aproximar desse novo aluno e avaliar o seu comportamento individual, seus anseios, seus objetivos, para ter uma maior compreensão da sua realidade sócio-cultural e então estabelecer o caminho a seguir para recuperar essa defasagem.
O caso evidencia tipos de inclusão igual a muitos que, corriqueiramente, temos na nossa escola e, a partir do instante que percebemos o problema, temos que agir e revisar conteúdos das séries anteriores para podermos formar uma estrutura de processo de ensino-aprendizagem condizente com a necessidade, onde o aluno adquira os pré-requisitos necessários para que possa prosseguir construindo o seu conhecimento.
Prof. Carlos Augusto Balula Moraes.
O vídeo nos mostra, claramente, a indiferença da turma em relação ao novo aluno. A professora deixou a desejar no acolhimento, pois como ela estava aplicando uma avaliação diagnóstica, deveria no mínimo sondar com este jovem o que ele já havia estudado até o presente momento. Por outro lado, o novo integrante não teve a devida orientação, não conseguindo corresponder às expectativas da professora. O objetivo desta avaliação e realmente para detectar os problemas que ainda imperam no processo de ensino e aprendizagem. Esta avaliação deveria ser aplicada em cada bimestre, almejando uma melhor qualidade no ensino. Nas aulas de Português, por exemplo, exigem-se atividades com variados gêneros que estimulem o cognitivo do aluno tanto na leitura como na escrita. Procuro trabalhar em minhas aulas interpretação de textos e produção textual, pois acredito que a turma conseguirá melhorar suas defasagens, proporcionando bons resultados nas demais disciplinas também. Portanto, é importante que estejamos sempre atualizados quanto às políticas de inclusão social, que as escolas façam planejamentos que priorizem a aprendizagem, levando em conta o conhecimento prévio do alunado e que os novos alunos possam se sentir acolhidos por todos da escola.
ResponderExcluirOs aspectos que mais me chamaram a atenção, e a meu ver, os mais problemáticos são 1- O olhar dos demais alunos sobre o aluno novo e 2- O aparente analfabetismo deste aluno. Meu primeiro passo seria a socialização e integração do aluno a turma e após elaboraria estratégias junto com meus colegas professores para a alfabetização deste aluno. Prof. Arnaldo Santana
ResponderExcluirOs aspectos que mais me chamaram a atenção e em ordem os mais importantes para um planejamento futuro são 1- O olhar da turma sobre o aluno novo e 2- O provável analfabetismo deste aluno. Os próximos passos seriam, a socialização e integração deste aluno à turma e o planejamento da adequação dos saberes do aluno junto com os colegas docentes. Prof. Arnaldo Santana
ResponderExcluirSobre o vídeo, o novo aluno, Mike, foi recebido com reservas pelos colegas, talvez devido à sua aparência física (racismo?) e ao semblante de parvo (preconceito, intolerância?). Aparentemente, trata-se de caso de inclusão, pela postura do aluno e prova em branco, ou melhor, com um tosco desenho de um barco (idade mental incompatível com idade física?).
ResponderExcluirCostuma-se fazer o planejamento sobre o professor e/ou suas necessidades. Quem dita o quê e o como são os alunos, portanto as necessidades deles que precisam ser atendidas.
Por estar a sete anos na mesma escola, já tenho um amplo diagnóstico dos alunos que concluíram o EF e ingressam no EM. Infelizmente, a esmagadora maioria desses alunos não têm as condições estruturantes para a frequência regular no EM, uma vez que duas das principais metas do EM são:
• consolidar e aprofundar, na etapa final da educação básica, os conhecimentos adquiridos no Ensino Fundamental;
• desenvolver, no aluno, o senso crítico, a capacidade de análise e de entendimento.
Como fazer os alunos consolidarem e aprofundarem os conhecimentos do EF se esses alunos não os adquiriram?
Em minha prática pedagógica planejada, procuro retomar os conteúdos do EF, principalmente os procedimentos matemáticos básicos, elementares, integralmente nas primeiras séries do EM e parcialmente nas segundas e terceiras séries. Em outros termos, ensino eles a fazerem contas simples, regra de sinais, regra de três, proporções, potenciação, equações de primeiro grau etc., embora minhas aulas sejam de Física.
James
Vejo no vídeo que Mike foi recebido com indiferença pelos colegas e a professora nada fez para mudar a situação. Penso que se faz necessário que a professora "conheça" seus alunos perceba quais dificuldades para que consiga montar um conteúdo significativo. A avaliação diagnóstica é importante desde que depois haja um retorno para que o aluno perceba onde errou. Edlaine
ResponderExcluirInicialmente considero que uma avaliação diagnóstica favorece o trabalho pedagógico por ser uma primeira aproximação da realidade do aluno diante de uma proposta educacional. Segundo, ao analisar o vídeo destaco que por se tratar de um aluno novo, cabia uma avaliação diferenciada ao mesmo. Quem sabe uma conversa como primeira sondagem. Quando me deparo com tais situações procuro deixar o aluno mais livre possível para a descrição de seus conteúdos prévios. Quando constatado a inexistência de tais conhecimentos e a necessidade dos mesmos para a continuidade das aulas, indico a leitura e a visualização de textos e videos que tratam dos assuntos necessários. Outra proposta que procuro fazer é indicar um ou dois alunos que possuem certas facilidades na matéria para os primeiros passos. Por fim, cabe no inicio das aulas a explicação de alguns conceitos básicos da matéria.
ResponderExcluirDeveria ser natural um bom acolhimento por parte do professor e da classe, para qualquer aluno novo que chegasse em um novo ambiente. Diferentemente daquilo que se viu no vídeo, nem a professora nem mesmo a classe proporcionaram ao novo aluno este digno acolhimento. A prova diagnóstica é sempre bem vinda,mas solitária não revela nada, ao contrário, pode até esconder habilidades que o aluno possui e não lhe foi oportunizado o pleno desenvolvimento. Mesmo trabalhando com a disciplina de Educação Física, pautada por atividades mais práticas do que teóricas, é sempre conveniente oportunizar aos alunos espaços para novas experiências e principalmente no sentido de facilitar sua socialização com o meio e propiciar-lhes condições de se mostrarem enquanto alunos envolvidos no processo mais amplo do ensino aprendizagem.
ResponderExcluirÉ isso.
SIDNEI
Sou fã desse filme e o que sempre me chamou atenção foi a dedicação dos professores com o aluno quando perceberam que ele era semi analfabeto. Suas avaliações eram orais e havia um tempo reservado para esse atendimento individual.
ResponderExcluirEm relação aos conteúdos que a turma ainda não sabe, minhas aulas são preparadas com as revisões do EF "lado a lado" só assim consigo avançar.
Primeiramente, penso que a professora deveria ter circulado pela classe durante essa avaliação diagnóstica escrita, porque assim poderia ter verificado o quanto o aluno novo estava com dificuldades e dado mais atenção a ele. O diagnóstico não precisa limitar-se a uma prova escrita. Muitas vezes, através de uma conversa informal ou verificando um caderno, já se consegue perceber em que ponto o aluno se encontra em termos de pré-requisitos.
ResponderExcluirO próximo passo, depois dessa avaliação, seria verificar e estudar os resultados desses alunos para identificar concretamente problemas e dificuldades, possibilitando, posteriormente, a adequação do ensino às características desses alunos. Com esses dados em mãos, chega-se a dados concretos, sem falsas expectativas, para traçar estratégias para avançar no processo de ensino-aprendizagem.