O espelho tem duas faces
conteúdo e realidade do aluno
O espelho tem duas faces
conteúdo e realidade do aluno
Neste trecho Gregory, o professor de matemática, após ter assistido uma das aulas de Rose pede ajuda para ela. A professora de literatura assiste uma de suas aulas e posteriormente conversa com ele, sugerindo uma metodologia diferenciada para o professor de matemática tornar sua aula mais interessante.
A cena oportuniza uma reflexão da prática pedagógica do professor, enfatizando a necessidade de aproximação da realidade do aluno para a motivação do aluno.
Assista também outros trechos deste filme:
Ficha Técnica: The Mirror Has Two Faces, 1996, EUA, 126 min, Direção: Barbra Streisand.
Em seu comentário externalize suas considerações acerca das posturas dos professores.
Bom Trabalho!
Boa tarde!
ResponderExcluirO filme “O espelho tem duas faces” mostra dois professores com personalidades bastante diferentes: uma professora de Literatura bastante desenvolta e extrovertida e um professor de Matemática introvertido e que demonstra muito domínio do conteúdo. Além disso, parece estar totalmente impregnado pela abstração que a sua matéria impõe.
Ao observar a aula da professora, percebe-se uma interação grande com os alunos e uma real aproximação com eles, o que pode ser comprovado no momento em que ouve as respostas dadas às suas indagações, considera-as pertinentes, porém confessa preferir a sua resposta, menos intelectualizada e mais espontânea, sendo, portanto, de aceitação mais fácil.
O professor, de uma forma distinta, realiza sua explanação como se fosse dirigida a ele próprio, sem se colocar no lugar do aprendiz, sem levar em conta as dúvidas e dificuldades que este possa demonstrar. Quando a professora pede a ele que conte uma história, na verdade o que está propondo é que contextualize a situação de aprendizagem, o que parece ser extremamente difícil a ele.
Interessante notar que para algumas pessoas a simplicidade, o colocar-se no lugar do outro é algo extremamente complicado. O exemplo do filme mostra muito bem essa situação. Em minha antiga escola, houve um caso semelhante: havia um professor, não me lembro se de Física ou de Matemática, que sabia muito, porém os alunos não o entendiam. Quando o professor eventual entrava em seu lugar, os estudantes ficavam satisfeitos e entendiam a matéria. Detalhe: esse professor eventual havia sido aluno de EJA como eles. Talvez não soubesse nem um décimo do outro professor, porém sabia entender as dificuldades que os alunos apresentavam, talvez por haver passado por elas também.
Conclui-se, desta forma, que o domínio do conteúdo é imprescindível, sim, para qualquer docente, porém, somente isto não basta para formar um professor de verdade.
Mônica Monnerat
O introvertido professor Gregory Larkin não consegue transferir seu conhecimento aos alunos, pois sua didática não desperta o interesse pela aprendizagem, já que suas aulas são excessivamente teóricas e cansativas. Já, a professora Rose Morgan, atinge seu objetivo pedagógico por conseguir traduzir seu conhecimento, ou conteúdo a ser ensinado, através de uma aula dinâmica, interessante e prazerosa,com uma linguagem simples e envolvente capaz de absorver a atenção de todos resultando num compartilhamento produtivo, porque os insere no contexto como atores principais e não como meros expectadores como faz o professor. Brilhante a atuação dos conhecidos atores que personificam muito bem os profissionais da educação, embora o filme um tanto estereotipado para os nossos dias, como a figura "introspectiva" do professor de matemática que vive solitário no mundo do pensamento, como a dela que domina a comunicação e, por isso, confiante e "resolvida" psico-emocionalmente, nos leva a refletir sobre nossa prática diária, não nos esquecendo porém, de que nem sempre conseguimos atuar de forma tão brilhante assim, já que também somos atores ( sem o mesmo prestigio, é claro), mas se conseguirmos "humanizar" um pouco mais as nossas aulas, certamente obteremos uma participação maior de nossos alunos como cidadãos. Jacqueline
ResponderExcluirA dramatização apresentada mostra de um lado um professor de matemática envolvido em seu trabalho de tal maneira que, apesar de parecer dominar o seu conteúdo, não percebe o que ocorre em sua volta, ministrando suas aulas para alunos, totalmente, desmotivados e dispersivos, e, de outro lado, uma professora que ao contrário, além de dominar seu conteúdo, também, consegue dominar a sua classe, de maneira espetacular, utilizando uma metodologia de aproximação do conteúdo a ser ensinado com o cotidiano dos alunos, numa linguagem simples e de fácil acesso aos mesmos.
ResponderExcluirPenso que não basta termos domínio de conteúdo para se ter domínio de uma determinada turma de alunos, ao contrário, é preciso ter também uma didática e uma metodologia adequadas, que incentivem o diálogo, que estimulem a participação e a colaboração dos alunos, independentemente do nível de estudo, seja curso fundamental, médio, técnico ou superior. É, sem dúvida, no meu modo de ver, importantíssimo, o professor estar constantemente motivado e utilizar em suas aulas metodologias adequadas que busquem promover a discussão, o debate, aproveitando os conhecimentos prévios dos próprios alunos, mas é claro e evidente sem perder o foco para o que de fato deve ser ensinado.
Observei, claramente, uma diferença de postura entre os dois professores personagens dessa dramatização; enquanto um, o professor de matemática, parece simplesmente preocupado em como passar o seu conteúdo, o outro, a professora de literatura mostra-se em expressões de plena realização, ao interagir de modo significativo com seus alunos.
Prof. Carlos Augusto Balula Moraes.
Analisando o vídeo proposto pela coordenadora, observo posturas e didáticas diferentes dos educadores dentro do processo ensino aprendizagem. Refletindo um pouco mais, lembrei do teórico Celso Vasconcellos ,na sua fala quando refere-se sobre as questões de modismo educacional. Um dia fomos tradicionais, outro dia fomos modernos, tecnicistas, histórico- crítico, libertadores, construtivistas, sócio interacionistas, reflexivo, mútiplas inteligências...........Ele nos alerta quanto a essas ondas que aparecem e passa a ser a teoria salvadora, e esquecemos de todo o resto. Não adianta o educador, seguir a onda da moda , se o mesmo não tiver o conhecimento ciêntífico, mudar sua postura, ter consciência de sua prática educativa , por outro lado a reflexão da mudança não está atrelada somente a prática do professor, é preciso que haja uma mudança substancial por parte da instituição escola.
ExcluirConcluindo, acredito numa escola libertadora, democrática, professores comprometidos com uma educação de qualidade , procurando motivar suas aulas para que a aprendizagem possa ser significativa, atraente, e principalmente preparar os alunos para a adversidade do mundo.Não querendo ser repetitiva, há um outro aspecto importante, é refletir sobre a escola que queremos, contudo não podemos esquecer que para a construção de uma mudança , não depende exclusivamente de um setor da instituição, mas todos os envolvidos na educação.
Denise.
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ExcluirInteressante o filme.Dois professores completamente diferentes porém com o mesmo comprometimento. A professora naturalmente consegue a simpatia e participação dos alunos, o professor procura ajuda quando percebe não estar conseguindo atingir seus objetivos.
ResponderExcluirSobre a nossa postura como professores, precisamos ser sensíveis, pois não existe um jeito único de agir. Em determinadas salas, conseguimos bons resultados em outras aplicamos a mesma técnica e tudo dá errado.
A única característica que não pode mudar na ação do professor é o respeito aos educandos e a nós mesmos.
Maria Alcedina
A postura dos dois Professores?
ResponderExcluirA Professora aparentemente gosta do que faz, gosta da sua matéria, domina o assunto, é desenvolta, fala bem, atrai os alunos contando história, os envolve e é extrovertida. Já o Professor gosta do que faz também, gosta da sua matéria, domina o assunto, mas tem dificuldades em se comunicar e atrair os alunos. Tendo problemas com a comunicação ele decidiu pedir ajuda a Professora.
O que eles tem em comum?
O amor pelas suas disciplinas e o comprometimento com a escola e os alunos.
Devemos procurar ajuda quando temos dificuldades e ajudar a quem precisa. Sempre que se faz necessário eu peço e ajudo quem precisa.
Tatiana Cascaes
Os filmes são interessantes, métodos diferentes, mas objetivos iguais, ambos tentam, cada um de forma diferente, tornar sua aula mais atrativa.
ExcluirAgora, comparar com a nossa realidade a postura dos professores? , podemos sim, mas, comparar com a realidade dos alunos tal vez não, é só observar com atenção e vamos ver que eles são diferentes, começando pela faixa etária, forma de se vestir (deve ser uma faculdade particular). Concluindo, pelos salário que eles devem receber com certeza a sua metodologia tem que mudar.
Isso não quer dizer que todos nós ao encontrar essas dificuldades vamos desistir com facilidade, nada disso. Mas, hoje para um professor da rede pública, se não tem ajuda nem capacitações para melhorar a sua postura em sala de aula, vai ser difícil melhorar.
Walter
Os trechos apresentados nos remetem a posturas diferentes de aula, de um lado um professor que ama o que faz, mas não consegue transmitir a seus alunos e outro que com o mesmo amor por sua disciplina a transfere ao aluno de um modo pedagógico mais próximo, se utilizando dos conhecimentos já trazidos pelo aluno. No filme, o que consegue maior atenção é aquele que escolhe a metodologia de se tornar mais próximo, de se utilizar de assuntos do dia a dia de seu aluno. Já o professor de matemática necessita reavaliar seus conceitos sobre o modo de ministrar suas aulas para se sentir melhor. Quanto a postura dos dois professores no filme mostrado, não acredito que nenhum deles esteja errado em sua postura, afinal, se o aluno necessita saber de determinado assunto (e aqueles alunos parecem ser de nível universitário) ele se desdobrará para entender independente se o professor tem ou não didática. Profº Arnaldo Santana
ResponderExcluirNos trechos do filme apresentado- "O espelho tem duas faces" - percebo que existem posturas diferentes quanto ao ato de lecionar. Na primeira parte em destaque percebo uma professora que esta lecionando de uma forma envolvente, onde o aluno pode “bater a porta a qualquer hora e ela abre”, de certa forma ela “transmite” ou dialoga com seu conhecimento na "lingua" do jovem, porém destaco o interesse dos jovens que acompanham a aula -"lotada"- como se fosse um “grande bate papo”, eles sabem participar e mostram interesse nisso. No segundo trecho, um professor que domina sua temática, porém distante do mundo dos seus alunos leciona do seu modo, de maneira introspectiva, visto que possivelmente reproduz a estrutura que teve em sua formação universitária. São dois modelos de professor, o primeiro apresenta uma pedagogia mais envolvente e contextualizada, enquanto o segundo fica numa pedagogia tradicional, onde se pressupunha o interesse único do aluno em querer aprender mediante a contemplação do conhecimento do mestre - “maestro”. Considero a primeira postura como a mais próxima de minha realidade docente, tentando usar nas aulas algumas expressões e linguagem do cotidiano do jovem, por vezes procuro até ser engraçado, porém o processo de conquista é algo que envolve tempo e seriedade. Pois percebo que o aluno entende quando você tem um objetivo e compromisso com aquela aula e neste quesito os interessados respondem com prontidão as expectativas das aulas, enquanto os outros a seu tempo entram na roda, mas, reconheço que alguns não possuem interesse algum, mesmo com aulas diferentes ou diversificadas.
ResponderExcluirO filme mostra um professor que domina e gosta de seu conteúdo, absorto em seu trabalho sem perceber o que ocorre em seu entorno, com alunos desmotivados, dispersivos. O que serve para discutir a questão de que não basta domínio de conteúdo para se ter domínio de classe, é preciso ter uma didática e uma metodologia adequadas, que incentivem o diálogo, que estimulem a colaboração, que instiguem a participação de todos naquele ambiente educacional, independente do nível de estudo, seja fundamental, médio ou superior.
ResponderExcluirPor outro lado, mostra, também, a professora, que domina o conteúdo, consegue o domínio da classe pelas associações que faz entre o conteúdo acadêmico e o cotidiano de cada aluno, estabelecendo essas relações e intertextualidade.
Metodologia adequada é aquela que leva em conta esse conhecimento prévio que o aluno traz de casa, que promove a discussão, o debate, sem perder o foco para o que de fato deve ser ensinado. Não se consegue motivar alguém sem antes se ter uma significativa auto motivação, da mesma forma que não se pode criticar alguém sem antes fazer um exercício de autocrítica também.
Não basta ter domínio de conteúdo para se ter domínio de classe, é preciso auto motivar-se e autocriticar-se constantemente, eis uma das lições que a escola da vida nos ensina continuamente.
James
O filme retrata 2 lados de um mesmo cenário, onde o professor demonstra dominar muito bem seu conteúdo, mas na hora de ensinar aos alunos, fica como se fosse algo muito massante e sem estímulo algum, tornando sua aula cansativa e sem a menor atenção por parte da sala. De um outro lado, a professora além de dominar seu conteúdo, ela tem um carisma e uma forma de ensinar, que prende a atenção da sala, e torna os alunos participativos e motivados e assimilando tudo que é dito de uma maneira clara e que condiz com a realidade deles. Sem dúvida não basta só saber, precisamos também aprender constantemente a passar nossos conhecimentos de forma clara e que motive a sala.
ResponderExcluirOs filmes nos fazem refletir pois o tradicionalismo no ensino de matemática torna o mecânico, sem conexão com situações presentes.Segundo pesquisas
ResponderExcluircálculos realizados dessa forma deixam a disciplina em questão enigmática, sem clareza e totalmente desinteressante.
Por outro lado os pontos positivos do ensino tradicionalista, a forma de abordar o ensinamento através da quantidade de assimilação e memorização do conteúdo, baseado na resolução de exercícios, privilegia aqueles que buscam o ingresso na Universidade, pois as provas de vestibulares exigem uma determinada disciplina curricular.
Já o construtivismo se destaca como proposta pedagógica, baseando na construção do conhecimento a partir de situações atreladas à realidade. Os conteúdos são importantes, mas o foco principal é baseado em como o aluno se agrega aos conteúdos. Essa proposta relaciona o social do aluno com a busca do aprendizado, estabelecendo identidades e comparações.
O professor precisa estar disposto a mudar constantemente. Cada classe apresenta um perfil, cada turma clama um tipo de aula.E assim vamos aprendendo com eles mais e mais.
O filme nos proporciona a fazer uma reflexão sobre a postura de cada docente no exercício de sua profissão. Em uma das cenas há um professor que embora domine o conteúdo e ame lecionar, não consegue interagir com os seus alunos, tornando a sua aula monótona e sem perspectiva. Esse professor tem um perfil mais tradicionalista, ou seja, ele não ouve os alunos e ainda se considera o "senhor do saber". Por esse motivo, suas aulas são desmotivadoras, deixando a classe dispersa sem objetivo algum.
ResponderExcluirEm contrapartida, há outra cena do filme que mostra uma professora com uma didática mais construtivista, que também ama o que faz e se dedica em envolver os seus alunos com temas diversos. Ela consegue passar o conteúdo de forma alegre e prazerosa para uma turma repleta de jovens interessados a aprender cada vez mais. Além disso, a sua metodologia é voltada para uma didática que prioriza o conhecimento prévio do aluno, procurando trabalhar o conteúdo de forma contextualizada, utilizando uma linguagem próxima do cotidiano dos discentes.
Em suma, percebemos que por mais que lidemos com alunos desinteressados, devemos não somente nos preocupar em querer dominar o conteúdo, mas sim, em diversificar as nossas aulas de forma que os estimulem a querer evoluir no aspecto cognitivo. É claro que essa tarefa não é fácil, porém precisamos estar preparados para o novo, sempre!!
Costumo dizer que cada professor tem um estilo, um modo de trabalhar diferente do colega da mesma disciplina. Imaginemos então, dois professores de formação tão diferentes, como é o caso domfilme ilustrativo, sobretudo dado as áreas em que atuam: um da área de humanas, o outro exatas, este com certeza formado em escola tradicional, mas ambos professores na mesma escola, ministrando aulas aos mesmos alunos. Ficou provado pelo filme, que o estilo do professor não atinge os alunos e que a professora conseguiu encontrar o meio de envolve-los. Esse filme passa todos os dias na maioria das nossas escolas, resta saber se o nosso professor está disposto a fazer mudanças em si mesmo, em seu estilo de trabalho. Será que compensa sair da zona de conforto estando inserido em um sistema educacional, como o nosso, em que os alunos do ensino médio chegam nesse ciclo de estudo sem terem sido avaliados no ensino fundamental? Sem saber a importância que ele deve dar aos seus estudos? Penso que seja uma questão de consciência do professor. Olhando para a minha atuação, sei que atraio meus alunos para o que estou ensinando com o meu modo de ensinar, que não tem linguagem tradicional. No entanto, vejo muito mais resultado com as crianças do ensino fundamental, pois consigo avaliá-las constantemente, saber se estão aprendendo ou não, obtendo respostas deles a cada aula. Já no ensino médio, usando linguagem atualizada para conteúdos tradicionais e mesmo contextualizando os atuais movimentos culturais que fazem parte da vida deles, os resultados demoram a aparecer.
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ResponderExcluirSem dúvida, a prática pedagógica adotada por Gregory, professor de matemática, mesmo dominando sua disciplina, não é das melhores, precisando realmente ser revista para melhor interagir com a classe. Já a professora, além de também dominar muito bem sua disciplina, usa uma estratégia extremamente interativa e tem o dom de dar uma aula "show", adotada principalmente em cursos pré-vestibulares. Que professor não gostaria de poder dar uma aula assim? Mas não é tão simples, requer, além da vontade e preparo, um certo dom para o humor. Um ponto interessante foi a professora tentar ajudar o colega em suas dificuldades. Acho fundamental isto: reconhecer onde estamos fracassando e procurar ajuda com quem está obtendo resultados melhores.
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