quarta-feira, 23 de julho de 2014

ATPC 23/07/2014


A importância da família no processo de educar

A mim me dá pena e preocupação quando convivo com famílias que experimentam a “tirania da liberdade” em que as crianças podem tudo: gritam, riscam as paredes, ameaçam as visitas em face da autoridade complacente dos pais que se pensam ainda campeões da liberdade. (PAULO FREIRE, 2000: 29)

A sociedade moderna vive uma crise de valores éticos e morais sem precedentes. Essa é uma constatação que nada tem de original, pois todos a estão percebendo e vivenciando de alguma maneira. O fato de ser uma professora a fazer essa constatação também não é nenhuma surpresa, pois é na escola que essa crise acaba, muitas vezes, ficando em maior evidência.

Nunca na escola se discutiu tanto quanto hoje assuntos como falta de limites, desrespeito na sala de aula e desmotivação dos alunos. Nunca se observou tantos professores cansados, estressados e, muitas vezes, doentes física e mentalmente. Nunca os sentimentos de impotência e frustração estiveram tão marcantemente presentes na vida escolar.

Para Esteve (1999), toda essa situação tem relação com uma acelerada mudança no contexto social. Segundo ele, nosso sistema educacional, rapidamente massificado nas últimas décadas, ainda não dispõe de uma capacidade de reação para atender às novas demandas sociais. Quando consegue atender a uma exigência reivindicada imperativamente pela sociedade, o faz com tanta lentidão que, então, as demandas sociais já são outras (1999: 13).

Por essa razão, dentro das escolas as discussões que procuram compreender esse quadro tão complexo e, muitas vezes, caótico, no qual a educação se encontra mergulhada, são cada vez mais freqüentes. Professores debatem formas de tentar superar todas essas dificuldades e conflitos, pois percebem que se nada for feito em breve não se conseguirá mais ensinar e educar. Entretanto, observa-se que, até o momento, essas discussões vêm sendo realizadas apenas dentro do âmbito da escola, basicamente envolvendo direções, coordenações e grupos de professores. Em outras palavras, a escola vem, gradativamente, assumindo a maior parte da responsabilidade pelas situações de conflito que nela são observadas.

Assim, procura-se em novas metodologias de trabalho, por exemplo, as soluções para esses problemas. Computadores e programas de última geração, projetos multi e interdisciplinares de todos os tipos e para todos os gostos, avaliações participativas, enfim uma infinidade de propostas e atividades visando a, principalmente, atrair os alunos para os bancos escolares. Não é mais suficiente a idéia de uma escola na qual o individuo ingressa para aprender e conhecer. Agora a escola deve também entreter.

No entanto, apesar das diferentes metodologias hoje utilizadas, os problemas continuam, ou melhor, se agravam cada vez mais, pois além do conhecimento em si estar sendo comprometido irremediavelmente, os aspectos comportamentais não têm melhorado. Ao contrário. Em sala de aula, a indisciplina e a falta de respeito só têm aumentado, obrigando os professores a, muitas vezes, assumir atitudes autoritárias e disciplinadoras. Para ensinar o mínimo, está sendo necessário, antes de tudo, disciplinar, impor limites e, principalmente, dizer não.

A questão que se impõem é: até quando a escola sozinha conseguirá levar adiante essa tarefa? Ou melhor, até quando a escola vai continuar assumindo isoladamente a responsabilidade de educar?

por MARGARETE J. V. C. HÜLSENDEGER

PROPOSTA DE TRABALHO


Muitas vezes, nós educadores, ficamos em situação desagradável devido a iniciativas que a sociedade nos cobra e extrapolam o âmbito profissional.

A tarefa de educar integralmente está sendo atribuída à Escola; talvez porque a família não tenha essa formação ou prefere omitir-se para não provocar conflitos internos.

De acordo com a Proposta Pedagógica de nossa Escola, quais estratégias e/ou recursos poderíamos utilizar para mediar e minimizar esta situação?

Explique e comente sua resposta.

20 comentários:

  1. Concordo plenamente com tudo que foi exposto, mesmo porque isso vivenciamos diariamente, resultando sim, na maior parte das vezes, em frustração e impotência. Não há mais "autoridade" de impor limites pela "família", assim como nosso papel reduziu-se a "entreter" crianças num "show" educacional, onde "estatísticas" tornaram-se mais importantes que a própria construção do saber. Embora seja difícil transformar essa realidade, devemos nos esforçar para aproximar e inserir alunos, pais e a comunidade à responsabilidade de dar continuidade em nosso exaustivo trabalho através de eventos, palestras, debates, projetos voluntários, etc, fazendo-os participar mais ativamente da vida escolar de suas
    crianças, experimentando tudo quanto for possível para "despertar" a importância de seu envolvimento e comprometimento no processo educacional. Sugestões são sempre bem-vindas, e a transformação só acontece pelo esforço contínuo de todos! Jacqueline

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  2. Concordo o que o texto retrata, pois o que ocorre na vida escolar dos educadores é o desafio de colocar a importância dos jovens na sociedade.
    Atualmente os educadores estão fazendo os papéis de pais desses jovens que não tem nenhuma base familiar, porque o que acontece hoje são adolescentes que não tem limites. É difícil a transformação, mas tem que começar em casa com os pais mais presentes na vida dessas crianças dando limites, amor e educação básica( respeito, ética e responsabilidade). Roberto Luiz

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    1. Embora muito se tenha discutido a esse respeito, acredito que algumas ações possam ser consideradas positivas na resolução ou pelo menos, na amenização deste problema.
      Em leituras realizadas com a finalidade acadêmica, pude constatar que transformações significativas ocorreram em escolas bem carentes e com graves problemas de aprendizado e de evasão, para não falar dos disciplinares. Essas transformações positivas que constatei foram atribuídas, em grande quantidade de escolas, à parceria estabelecida entre a escola e as famílias. Claro que o resultado não apareceu no dia seguinte: foi um trabalho de formiguinha, de conscientização dos pais e de fazê-los compreender sobre a importância da escola e de como deve ser valorizada.
      Não é um trabalho fácil, não mesmo, mas com vontade e determinação e com a união de equipe gestora, professores e comunidade algo pode ser realizado em benefício de todos.

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    2. Mônica Monnerat

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    3. A escola e a família como outras instituições, vêm passando por profundas modificações no modelo econômico capitalista. Essas mudanças acabam interferindo na estrutura familiar e na dinâmica escolar. Acho que chegou o momento da escola e a família interagir de forma que ambas busquem conhecer suas realidades e limitações. Essa interação terá que ocorrer durante o ano letivo e não somente em reuniões de pais e mestres. Poderia haver um espaço reservado para ambas, seja de forma presencial ou virtual e juntas entender o papel social. A interação da família – escola é de suma importância para buscar alternativas e soluções para o desenvolvimento pedagógico e disciplinar. Um projeto pedagógico contando com a participação e parceria da família, daria ótimos resultados. Acredito que a família por participar ativamente e conhecer de perto os problemas contribuirá muito para o ambiente escolar e o processo de ensino –aprendizagem. Como disse a professora, Mônica é um trabalho de formiguinha, porém se dermos o primeiro passo será um grande avanço.
      Denise.

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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    1. Na sociedade em que vivemos, há vários equívocos e papéis invertidos. Um exemplo disso é o profissional da Educação, que além de se preocupar com a aprendizagem do aluno, acaba acumulando funções que não lhe competem. Os pais deveriam estar mais presentes, acompanhando de perto a rotina escolar de seus filhos. Atualmente, convivemos com jovens desinteressados com a escola, sem educação alguma e, muitas vezes, carentes de afeto. Sem dúvida, isso prejudica a formação da criança, pois quando não há parceria dos pais, o professor se sobrecarrega a ponto de se sentir desestimulado em sua função. Acredito que não se a escola trabalhar com projetos variados, englobando palestras que abordem temas ligados à ética, à família, à saúde, entre outro, essa situação poderá melhorar. Portanto, seria de vital importância que os pais, a comunidade, professores, alunos e equipe gestora se unissem em prol dos projetos pedagógicos para mudar esse quadro caótico que se perdura há anos na Educação.

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  4. No meu modo de ver, atualmente, vive-se numa época em que a desintegração dos valores são os maiores obstáculos para a educação de nossos alunos . Valores como ética e cidadania estão sendo deixados muitas vezes de fora da formação desses jovens, e nesse sentido, cabe à escola e às famílias juntas e integradas com objetivos em comum, usando metodologias adequadas, tentar resgatar esses valores tão importantes na formação do caráter dos nossos alunos.
    Nos dias atuais a escola não pode viver sem a família e a família não pode viver sem a escola, pois, é através da interação desse trabalho em conjunto, que surgirão os resultados de uma educação plena, ou seja, valores éticos, de caráter e aprendizado. A família deve ser orientadora, nela se constrói a identidade de um jovem e, por isso, tenho convicção que pensar em educação de qualidade hoje, é também, ter a família presente na vida escolar de seus jovens em todos os sentidos. Portanto, escola e família possuem uma grande missão, pois são elas juntas que formam os primeiros grupos sociais de um jovem ou uma criança.
    Ao meu ver, é de suma importância, envolver os familiares na elaboração da proposta pedagógica da escola, se tivermos a pretensão de ter um baixo nível de indisciplina entre nossos alunos, porque a sociedade atual vive uma crise de valores éticos e morais nunca vista antes. Essa é uma constatação apontada em todos os níveis de educação e por vários profissionais ligados à ela e, de fato, é na escola que essa crise tem aflorado mais, ficando em maior evidência.
    Hoje em dia discute-se a todo momento, e na nossa escola não é diferente, o desrespeito na sala de aula, a falta de limites, a desmotivação dos alunos, a impotência e frustação de professores, muitas vezes doentes e cansados. Por esse motivo, professores, coordenadores e diretores, a todo momento debatem e buscam, cada vez mais, compreender e encontrar soluções para esses problemas. Em nossa escola essa busca é constante e, temos o apoio de nossos coordenadores e diretores. Percebo que, cada vez mais, algumas das responsabilidades que antes eram inerentes das famílias têm sido absorvidas pelas escolas.
    A seguir, elenco alguns dos “objetivos específicos” que constam na “proposta pedagógica” da nossa escola e, que tratam do assunto:
    a) Elaboração de projetos que promovam uma maior participação dos responsáveis na vida escolar do aluno, pois se notou que a ausência de acompanhamento pelos pais desvaloriza e desmotiva o acesso do aluno à escola.
    b) Identificar métodos e técnicas mais propícias a cada atividade escolar, discutindo os principais problemas diagnosticados em sala de aula.
    c) Instituir o Conselho de Classe permanente como forma de diagnosticar problemas comportamentais e cognitivos.
    d) Nortear professores e alunos realizando um trabalho coeso, harmônico, analisando as variáveis de ambos.
    e) Enriquecer o processo pedagógico e humano na escola melhorando as relações pessoais e sociais.
    f) Acompanhar o processo avaliatório com vistas a minimizar problemas de aprendizado.
    g) Desenvolver um trabalho coletivo, enriquecendo a equipe, tornando nossa escola um local de crescimento e um agente transformador, atuando no sentido de formar um novo homem.
    Prof. Carlos Augusto Balula Moraes.

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  5. Com a equipe gestora sempre presente e atuante, e corpo docente interessado, experiente e responsável, nossa escola, em seu âmbito restrito, conseguiu implementar ações educadoras eficazes no que diz respeito às manifestações de indisciplina, agressividade e, até mesmo, violência dos alunos. Dentro da escola, são estes os maiores riscos que nos deparamos.
    Podemos melhorar os nossos padrões de convivência escolar agindo preventivamente com procedimento de análise de risco, ou seja, identificarmos as prováveis causas de desarmonia no ambiente escolar. Devemos fazer, como rotina de trabalho, análises fundamentadas tecnicamente em três conceitos básicos:
    1. Reconhecer: identificar, caracterizar, saber apontar qual dos agentes de risco estão presentes no ambiente escolar;
    2. Avaliar: é saber quantificar e verificar a magnitude do risco. Se for maior ou menor, se é grande ou pequeno, comparado com determinados padrões;
    3. Controlar: é adotar medidas técnicas, administrativas, preventivas ou corretivas de diversas naturezas, que tendem a eliminar ou atenuar os riscos existentes no ambiente escolar.
    Na verdade, já fazemos tais análises de risco, mas sem a sistematização e o aprofundamento necessários.
    James

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  6. A formação de nossos jovens encontra seu ápice justamente nas escolas e infelizmente essa escola atual não está preparada para absorver esta demanda formada por alunos das mais diversas realidades sociais. Na realidade, a escola não está preparada e tão pouco recebe a contribuição necessária da família dos alunos, vez que esta encontra-se descaracterizada dos padrões mínimos de moral e ética exigidos, tanto quanto de cultura. ja é a família que se reflete em políticas públicas errôneas, que abandonaram as ações de valorização da educação e da base familiar.
    Nossa escola é uma exceção à regra, isto comparando-se com a realidade das demais escolas, seja em termos de rendimento escolar ou até mesmo de disciplina e comprometimento dos familiares. É claro que muito se deve ao nível social de sua clientela e na capacidade dos familiares de subsidiarem as ações que foram tomadas ao longo dos últimos anos por nossa equipe gestora e professores. É fático o resultado dessas ações que voltaram-se para a política de resultados ancorados na essência da qualificação do alunado, insistindo sempre na melhoria do ensino, na formação do seu profissional, no vínculo com a disciplina e contato direto com os familiares. Enfim, são ações simples, mas que consolidadas por apoio mútuo entre o corpo discente, a equipe gestora e os alunos e seus familiares, claramente vem resultando numa escola melhor e cada dia mais qualificada.
    É isso.
    SIDNEI DE OLIVEIRA

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  7. Prof. Marcos Duarte.

    Dentro da proposta pedagógica de nossa escola, acredito que temos obtido sucesso nos últimos anos, pois os incidentes de violência dentro da escola diminuíram muito em virtude das medidas de tornar a escola mais atrativa e participativa. Podemos dar exemplo do Grêmio que atende em parte as reivindicações dos alunos de participar do processo. Os eventos como Teatro, excursões e Feiras, são ótimas oportunidades de trazer a família para o convívio escolar. Outra medida importante é que uma vez identificado algum caso de desajuste, a direção imediatamente intercede junto aos responsáveis e os comunica da parte que lhes cabe na responsabilidade sobre seus filhos. Acredito que se criarmos mais algumas formas de participação dos pais e responsáveis no nosso dia-a-dia, conseguiremos fazer ver a esses pais que a responsabilidade da educação maior é deles e não tão somente da escola,
    Prof. Marcos Duarte

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  8. Dizem que a união faz a força, mas isso não acontece dentro da nossa área, hoje infelizmente temos pais cada vez mais omissos aos seus compromissos familiares porque precisam se preocupar com o arroz e feijão de casa. Essa responsabilidade caiu sobre nós, assim como muitas outras coisas ruins, se cada um fizesse sua parte ninguém estaria cansado e com medo do mundo em que vivemos (que está cada vez pior). Todo ser humano precisa de atenção e carinho!
    Dentro da nossa Proposta acredito que temos que ter mais ações efetivas e positivas do Grêmio, afinal o que eles fazem na escola? e para os seus colegas???, deveríamos ter mais eventos escolares para que os pais e os familiares possam frequentar a nossa escola ou melhor envolver-se ao nosso meio. Já que nas reuniões de bimestre são poucos que marcam presença e geralmente os que vão são aqueles pais que os filhos não dão trabalho.
    Tatiana Cascaes

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    1. Não é novidade saber que a família é o mais importante na educação do jovem, sendo fundamental não só para a disciplina na escola, mas na vida dele, para se integrar de forma plena na sociedade. Não é necessário recorrer a pareceres de grandes especialistas sobre o assunto, é suficiente conhecer sociedades onde a família é prioridade, como alguns países asiáticos e podemos destacar Japão, Coréia do Sul. E quando tomamos exemplos desse tipo, conhecemos o resultado fantásticos dessa disciplina, não só na escola, vemos isso nas ruas, no meio ambiente e o desenvolvimento econômico dos países em questão. Agora, o que nós devemos fazer para amenizar essa carência?, difícil, mas não impossível. Buscar outras formas que não seja a sala de aula o tempo todo, para isso temos que deixar de nos preocupar em cumprir conteúdos e sim realizar saídas periódicas da unidade escolar, cinemas, teatros, passeios, em fim, atividades extra curriculares e é claro, que todas elas tenham um retorno, que sejam proveitosas, que acrescentem algo, um conhecimento, etc. E isso tem que ser discutido com a equipe técnica de cada escola. Walter

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  9. Vivenciamos a falta de compromisso dos pais com relação a educação de seus filhos. Essa responsabilidade foi transferida para a escola e para o professor. A demonstração de interesse pela vida escolar dos filhos é parte fundamental no processo de aprendizagem. No mais os pais precisam entender que acompanhar a vida escolar dos filhos não deve significar apenas cobrar. Este acompanhamento deve ser: estimular, discutir, valorizar, conversar etc.
    Quando a criança se sente ouvida, se sente mais estimulada para aprender e aproveitar as oportunidades que a escola oferece. Edlaine

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  10. A avaliação diagnóstica é um instrumento investigativo que permite tanto a caracterização do perfil da classe quanto promove o atendimento das necessidades de aprendizagem. O bullying resultante da não aceitação das diferenças individuais, a defasagem intelectual resultante da falta de base cognitiva, a concorrência desleal entre os alunos decorrente do individualismo são fatos geradores de conflitos que dificultam a aprendizagem. A disciplina proporciona condições favoráveis a aprendizagem na medida em que promove um monitoramento docente responsável e comprometido com a aprendizagem, um engajamento intelectual cooperativo entre os alunos, um motivante aumento do repertório cognitivo dos alunos. A disciplina se adquire a partir do seu reconhecimento enquanto fator regulador e motivador da aprendizagem. Computadores e programas de última geração, projetos multi e interdisciplinares de todos os tipos e para todos os gostos, avaliações participativas, enfim uma infinidade de propostas e atividades visando a motivar e a mobilizar os alunos contribuem para que os alunos possam construir o próprio conhecimento. Não é mais suficiente a idéia de uma escola na qual o individuo ingressa para aprender e conhecer. Agora a escola deve também entreter e favorecer a discussão de temas existenciais emergentes tais como a necessidade de profissionalização e o competitivo mercado de trabalho, os cuidados com a higiene e a prevenção de doenças, o planejamento financeiro e o orçamento doméstico. As estratégias educacionais efetivamente funcionais são definidas e utilizadas a partir da avaliação diagnóstica e do encaminhamento cooperativo das aulas.

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  11. A ausência da família na escola reflete no comportamento do aluno e conseqüentemente torna-se um desencadeador de falhas de aprendizagem como (déficit de atenção), falta de interesse, mau comportamento, agressões, baixa auto-estima, repetência, evasão escolar, entre outros... Estes fatos muitas vezes são reflexos de famílias desestruturadas e ausentes em meio às relações que estabelecem com seus filhos no interior de seus lares, uma vez que em uma sociedade capitalista em que vivemos a falta de tempo e comprometimento dos pais com a educação de seus filhos tem gerado um jogo de empurra-empurra entre escola e família deixando o aluno sem referências especificas de educação.
    É necessário que haja conscientização que a escola não é um depósito de crianças que se restringe única e exclusivamente a alimentar e cuidar de sua integridade física, a escola é o lugar de se socializar com o outro, de veiculação de conhecimento e informação e de principalmente desenvolver práticas pedagógicas capazes de desenvolver na criança uma aprendizagem eficiente e de qualidade.

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  12. O ato de lecionar é cada vez mais exigente para o educador, pois este deve sempre ser "capaz" de responder aos desafios do seu tempo. Porém, não podemos confundir o papel de auxiliar na educação, como único responsável pela educação. A família precisa recuperar seu protagonismo neste processo. Principalmente no que diz respeito aos limites, pois toda permissividade presente nesta geração esta sendo revertido em comportamentos inadequados, não só ao ambiente escolar por vezes sociais, com sérias consequências ao convívio social. Cabe a escola promover um amplo debate sobre o tema, não apresentar uma solução, visto que se trata de uma adequação a cada ambiente familiar. Penso que o espaço escolar poderia favorecer o amadurecimento e identificação de valores e princípios a serem vivenciados por todos, como solidariedade, empatia, cooperação, pacificação, enfim a promoção de valores humanos.

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  13. O jovem é educado na família.
    A escola é onde ele vai vivenciar a sua educação através da socialização.
    Se a família não faz a sua parte. Como viver o que não foi ensinado?
    A parceria entre escola e família é essencial para mudar essa inversão de papeis.
    Devemos nos mobilizar em projetos que incentivem a participação da comunidade : campanhas informativas, concursos, sarais e até as velhas e práticas competições esportivas que os alunos adoram.

    Maria Alcedina.


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    1. É necessário deixar bem claro à família que ela é a maior responsável pela educação de seus filhos. A escola pode ser parceira nesse processo, mas não responsabilizada por seu sucesso ou fracasso. Além disso, a escola de Ensino Fundamental II tem objetivos que pressupõem um aluno já decentemente socializado para que se possa avançar no aprendizado intelectual. Em hipótese alguma esses objetivos devem ser sacrificados em função de um aluno que não tem limites, por não ter sido educado adequadamente. A escola deve dialogar com esses pais e cobrar sua responsabilidade, pois amar um filho é também educá-lo em termos comportamentais para que ele seja bem aceito na sociedade.

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  14. Com as mudanças sofridas na instituição familiar que acompanhamos durante as ultimas décadas, a escola que, antes provia os saberes, agora é vista pela sociedade (em maior ou menor grau) como a provedora da educação pessoal ou integral. Como substituir a família nesta educação? Esta é uma pergunta que jamais deveria ser feita, pois, mesmo que a família pense assim, não é a escola que fará isso. Como substituir a figura do responsável (e aqui uso a palavra responsável ao invés de pai e mãe, visto as alterações das bases de uma família) do aluno, como ser a fonte de informação e conhecimento e também do incentivo, já que embora ocupe boa parte do tempo do aluno, não é a escola que está o tempo inteiro com ele. É de casa que se deve vir os maiores exemplos e incentivos e infelizmente não é isso que vemos ultimamente. Acredito de verdade que hoje nossa escola já promove estratégias suficientes para a mudança de comportamento familiar em relação ao educando, mas a pergunta é: Será que os responsáveis querem esse contato com a escola? A família de hoje vê a escola como um beneficio para o educando e se vê por que não é isso que sentimos, salvo um ou outro responsável?Prof.Arnaldo Santana

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