quarta-feira, 10 de junho de 2015

MISSÃO: PROFESSOR , IDENTIDADE: PROFESSOR


 Missão: Professor, Identidade: Professor

Há profissões dentre muitas que se confundem com a personalidade, por exemplo, a de professor. Na escola, chamam pelo seu nome? Não! No bairro? Não!

Quem é você? Professor!

Se aqueles aos quais participaram de sua vida como alunos, com o tempo  irão esquecer o seu nome, mas lembrarão o que foi em suas vidas e quando encontrá-lo, chamá-lo-á de... Portanto, a profissão de professor não está somente ligada ao que se faz em sala de aula, mas no envolvimento social e interação de amor, inteligência e desprendimento, os quais serão levados por toda a vida.
Uma profissão que chega a ser Missão, porque quem leciona, faz realmente por amor. Precisa suportar, por amor, salário indigno, descaso e muita incompreensão de alguns, além das péssimas condições de trabalho.
Muitos colegas têm de ser pais, mães, psicólogos e gerenciadores de diversos conflitos em sala de aula, os quais, muitas vezes, não estão preparados para tais eventos.
Numa reunião no início do ano letivo, ouvi o seguinte depoimento: “minha mãe é muito feliz por ter dois filhos professores, entretanto minha filha não se sente orgulhosa disso.” Para todos nós, o testemunho nos deixou encabulados e tristes.

Talvez, você se pergunte por que estou me referindo ao professor desta maneira. Olhe para o seu passado e veja quais destes nobres seres que fizeram parte da sua estrada, gostaria de abraçar, se tivesse oportunidade. Quantas coisas aprendeu, quantos países viajou e quantas fantasias criou?
Ensinar é um dom, pois exige paciência, atitude, compreensão e muito amor. É bem querer aquele que está ali na sua frente e encaminhá-lo para o mundo, com coragem e sabedoria.

Seu ofício se confunde com sua identidade, porque  sempre levará consigo o título de professor.

Seu nome o tempo irá apagar, mas não quem você verdadeiramente foi e é: PROFESSOR!

Relacione o texto com sua visão frente às diferentes gerações .


23 comentários:

  1. Em qualquer geração, professor é professor. Eu lembro dos meus professores com carinho, gostando ou não deles. Sei que os alunos de hoje lembrarão também dos seus. A diferença entre gerações, não são as lembranças e sim, o convívio com os professores. Na minha geração, professor era autoridade máxima. Hoje, na visão do aluno, é mera decoração na sala de aula. Os alunos não querem adquirir conhecimento. A escola virou encontro social, por isso, professor se tornou mais um "colega". Um colega, que com certeza, daqui a 10 anos ele lembrará como professor apenas por não lembrar o nome.

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    1. Luciana Sessa (física)

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    2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. A primeira ideia que o aluno precisa ter é a diferença entre o bem e o mal e a principal função do professor é cuidar para que eles não confundam o bem com a passividade e o mal com atividade, assim eles lembrarão sempre dos professores com carinho independente da geração.
    Katia professora de História

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  3. O comentário de Moyah foi feito por Mônica Monnerat.

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  4. Nâo sei ao certo responder a uma questão dessas. Não tenho essa visão romanceada de professor. Alguns realmente me marcaram, mas foram muito poucos: uma professora da 2ª série, um professor da faculdade, e alguns outros de cursos aos quais me dedicava ( na verdade, esses sim, tiveram bastante importância para mim).
    Houve um tempo em que acreditava que o professor precisava dominar muito o conteúdo e ser bastante rígido para ser respeitado como profissional. Hoje penso que o mais importante é a atenção que ele dá ao seu aluno. Muitas vezes, uma palavra de incentivo na hora certa pode fazer muita diferença. E esses que assim agem podem tornar-se inesquecíveis para os alunos de qualquer época.

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  5. Posso dizer que me identifiquei bastante com o texto. Não sou mãe, mas me sinto como uma por causa dos meus alunos. Me coloco no lugar delas, no lugar deles e também no meu lugar...mas não o de Professora e sim de ex aluna, gostaria de ter tido Professores como os de hj, mais atenciosos e preocupados com o cidadão. Tornando-os mais expressivos. Mesmo assim lembro da maioria dos meus Professores com carinho e saudosismo. Gostaria de poder encontra-los e a alguns agradecer!

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  6. O texto é pressuposto de identificação com todos os professores, alguns de forma mais acentuada, outros moderadamente, mas ao final faz relação direta com a maioria dos profissionais. De forma geral sou uma pessoa muito feliz e realizada naquilo que faço. É certo que tive a oportunidade de trilhar outros caminhos paralelos à Educação Escolar, mas na essência sou e continuarei a ser professor, seja no envolvimento com o alunado, com os professores, funcionários, enfim com aqueles que fazem a escola acontecer. Sinto-me tremendamente orgulhoso a cada abraço despretensioso, cada sorriso maroto de meus alunos, suas carinhas de espanto ao se depararem com um professor de Educação Física que adora falar e lhes ensina a matéria sem copiar dos livros, mas agregada ao conhecimento de longos anos. É muito bom houvi-los e mesmo que contrariado tentar entender seus discursos revolucionistas. Enfim, passaria horas aqui escrevendo minhas experiencias com a escola, cada uma com suas peculiaridades, com seus problemas infinitos, mas ao final compensadoras. Basta olhar a carinha dos alunos no dia da formatura e tudo terá valido à pena. Basta olhar o empenho dos novos professores, com novas idéias e conceitos, cheios de energia e logo ressurgir mais confiante de que ainda está sendo útil e seguir junto deles, rejuvenescendo e se reinventando a cada dia.
    É ISSO.
    PRO. SIDNEI

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  7. Não sei se fico feliz pelo "reconhecimento" da missão ou responsabilidade que o professor exerce hoje, pois inúmeros são os fatores que nos desanimam em nossa jornada. Porém, o reconhecimento, muitas vezes, obtemos daqueles que nos são próximos, dos alunos. Assim, sempre que posso procuro orientá-los sobre seus planos de vida, suas vidas presente e futuro, porque realmente preocupo-me com isso e creio ser essa nossa verdadeira missão, e o reconhecimento obtenho deles, através desse diálogo, e daí vem a "força" para continuar a nossa missão !
    Jacqueline

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  8. Sempre o professor terá um papel importante na vida escolar de um aluno, mesmo que muitas vezes eles não reconheçam.
    O educador sempre tem que saber mesclar seus conhecimentos, os pedagógicos, os psicológicos e os amigáveis.
    Valorizei sempre meus professores e tenho ótimas recordações deles.
    Espero que um dia, todo aluno veja o professor como um amigo e um profissional capacitado para auxiliá-los.
    Prof. Dani

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  9. Hoje a função do professor mudou muito. Temos que fazer a função muitas vezes de pais, psicólogos, assistentes sociais e isto nos desgasta demais. Mesmo tendo objetivos fora da área da educação, digo que gosto muito do que faço e fico muito feliz quando ao final do ano ouço dos meus alunos que sentirão saudades. Edlaine

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  10. O texto que segue nesta ATPC, mostra a visão glamorosa de ser professor e chega a nos convocar a acreditar na importância de tal profissão que escolhemos. Concordo com o texto quase que por completo, discordo no ponto em que diz que é um "dom", e se isso fosse verdade não teríamos muitos professores. Este oficio tão importante para a formação de uma sociedade pode e deve ser aprendido, ha muitos bons professores que mesmo sem "dom" mas com muito estudo, e para se estudar é necessário o aprendizado da paciência, se tornaram ótimos professores, mas infelizmente também são muitos aqueles que sem "dom" e estudo fazem do oficio um brincadeira ou um muro de lamentações e que com isso acabam por atingir o aluno de forma diferente da exposta no texto, o atingem de forma negativa, fazendo com que aquelas pessoas em formação psicológica, social, ambiental e politica vejam o oficio de professor como irrelevante. Professor Arnaldo Santana

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  11. Confesso que não fui um bom aluno no inicio da minha vida acadêmica, mas sempre tive consciência do valor e da importância dos professores na minha vida. E graças a Deus tive ótimos professores e, lembro deles com muito carinho.
    Hoje vejo e sinto na pele como é ser professor na sociedade em que vivemos. Vejo que ser professor de fato é uma dádiva, o individuo nasce professor, a pessoa é vocacionada, ela tem um chamado divino para ser professor, na verdade não tem outra explicação. Ou a pessoa do professor incorpora e assume essa missão, correndo o risco de perder a sua identidade, não que isso seja ruim, mas é uma escolha que muitos não têm coragem de fazer e simplesmente renuncia esse chamado, essa missão divina.

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    1. Prof. Marcos Duarte.
      Sempre tive em conta que ser professor é um sacerdócio, antes de tudo é um dom, tem de gostar do que faz, quando tinha 16 anos no ensino médio, por ter facilidade com as matérias exatas, eu já lecionava para os colegas do Colégio Primo Ferreira, montando um quase Cursinho. Assim foi até na hora da escolha da profissão de professor, para isso me espelhei nos verdadeiros mestres que tive, os quais lembro seus nomes até hoje. Professores; Cordela de Biologia, Maria Luiza de Matemática, Silvia Tolire de Literatura, Professor Hamer de Inglês e na Faculdade os Professores Vicenzo, Olímpio, Hermano e Luciano de Matemática; Pedroso de Geologia; Patela de Química; Moratto de Física, os que lembro assim de momento. Sou como professor de tudo um pouco, pois me considero antes de tudo um Educador onde tento passar toda a minha experiência de vida, que sempre foi em direção a ética, moral e bons costumes. Tenho em mim também a exata sensação do dever cumprido nestes quase 40 anos de magistério, onde procuro fazer de cada sala de aula o meu templo e de cada aluno um discípulo. Prof. Marcos Duarte.

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  12. Não tenho dúvidas da importância que tiveram os professores em minha vida, e do papel que exercemos na formação de nossos alunos. É incontestável! Mas não gosto dessa colocação de nossa profissão como um sacerdócio... É que sacerdócio me traz a ideia de que tudo tem que ser suportado em prol dessa nobre “missão”. Acredito que, dada a importância de nossa PROFISSÃO, tudo que não estiver adequado deva ser debatido e melhorado. Devemos lutar por nossos direitos como profissionais que somos, e não ficarmos com essa ideia ingênua de sacerdócio que, sozinha, não tem trazido dignidade a ninguém.

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  13. È uma grande experiência, precisava passar por ela ou perderia uma grande chance de aprendizado na minha vida. Aprendi a ser professora com olhares, com gestos, com as palavras de meus alunos. Sempre soube que ser professor era colocar-se entre um ensino e uma aprendizagem, uma profissão onde a educação é relação daqueles que se dispõem a atravessá-la. Um espaço de união entre ensino e aprendizagem. Nesse espaço, o professor é estudante, o estudante é professor, a escola é a afirmação de um espaço relacional. Como professora tento provocar encantamentos, mas também me deixo encantar por meus alunos. Encantamentos pelos temas da aula, pelo estudo, pelas crianças, por suas escolhas. Um encantamento que movimenta, provoca, desloca, faz com que queiramos sempre mais. Para isso é preciso provocar e ser provocado. É essa dinâmica, esse jogo, essa relação, que transforma o professor em estudante! Professor-estudante que se joga nas brincadeiras, nas relações, que dá limites, fronteiras, espaços, que cuida de seu grupo, que cuida de cada um que convive com ele. Alguém que se joga na cultura, enriquece linguagens, compromete-se com as suas escolhas.

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  14. Este comentário foi removido pelo autor.

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  15. "Professor" profissão em extinção. Porque será que uma profissão onde tudo se inicia está praticamente em extinção??? Me lembro muito bem que quando comecei a estudar não podia nem me mexer na carteira, conversar com os colegas, trabalho em grupo então, nem conhecia, os professores eram severos, "secos", os conteúdos não eram contextualizados e nós não faltávamos na escola. Hoje somos mais humanos, além de professor, somos psicólogos, médicos, terapeutas, usamos varias metodologias e recursos para tornar nossas aulas mais atraentes e não somos valorizados, temos que ficar "andando" atras de alunos implorando para que participem das aulas, realizem atividades, façam as avaliações. Quem sabe será por causa desses motivos a falta de professores?? Guardo com carinho a lembrança de muitos professores dos quais me espelhei para ser a professora de hoje. Profª Débora.

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  16. Penso que meu modo de ser e interagir com meus alunos esta diretamente ligada a identificação que tive com alguns professores da minha vida. Mas tenho que reconhecer que me recordo dos bons e também dos maus. Acredito ainda que nossa grande contribuição aos alunos de hoje seja o de ser testemunho positivo diante da vida, mesmo com tantos desafios. Em uma geração ligada a tecnologia e em certo sentido vivendo o autodidatismo. O educador de hoje deve transmitir, penso eu o desejo de viver o novo com responsabilidade e comprometido com a sociedade em que vive.

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  17. Penso que meu modo de ser e interagir com meus alunos esta diretamente ligada a identificação que tive com alguns professores da minha vida. Mas tenho que reconhecer que me recordo dos bons e também dos maus. Acredito ainda que nossa grande contribuição aos alunos de hoje seja o de ser testemunho positivo diante da vida, mesmo com tantos desafios. Em uma geração ligada a tecnologia e em certo sentido vivendo o autodidatismo. O educador de hoje deve transmitir, penso eu o desejo de viver o novo com responsabilidade e comprometido com a sociedade em que vive.

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  18. Tenho lembranças muito boa de alguns professores,sempre que posso estamos sempre em contato,ainda fazem parte da minha vida,e espero que continuem.Quanto nossos alunos eles estão mais necessitados de afeto muitos não sabem o que este sentimento,trazem para escola a agressividade do lar,não basta somente a matéria mas tudo que indica afeto é principalmente ensiná-los a ter respeito com o professor e seus colegas. Andréa

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  19. Saudações!
    Fiquei muito feliz em saber que meu texto foi utilizado numa ATPC.
    Um abraço a todos.
    Jacqueline da Silva Souza

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  20. Sou professora de Língua Portuguesa da EE Afonso Penna Júnior. Escrevi este texto para aumentar a nossa auto-estima. Estava no meio da greve na Avenida Paulista. Gostei de ler todos os comentários dos colegas. Obrigada. Jacqueline da Silva Souza.

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